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Personalização de Seguros com Tecnologia

Personalização de Seguros com Tecnologia

06/01/2026 - 23:05
Marcos Vinicius
Personalização de Seguros com Tecnologia

Em um cenário onde a transformação digital no setor está instaurada, as seguradoras buscam estratégias inovadoras para responder às demandas de um público cada vez mais exigente. A combinação de dados, inteligência artificial e experiências fluídas redefine o conceito de proteção, criando ofertas sob medida para cada cliente.

Panorama do Mercado de Seguros em 2025

O mercado brasileiro de seguros apresentou um crescimento de 8,09% nos primeiros cinco meses de 2025, alcançando R$88,08 bilhões em prêmios de danos e pessoas. Microsseguros, antes nichados, dispararam com 18,17% de expansão, totalizando R$780 milhões. O segmento de automóveis atingiu R$24,01 bilhões (+5,89%) e seguro viagem somou R$390 milhões (+11,66%). Além disso, as companhia devolvem à sociedade R$110,55 bilhões em indenizações e benefícios, enquanto as provisões técnicas superam R$1,9 trilhão, equivalentes a 15,85% do PIB.

  • Seguros de danos e pessoas: R$88,08 bi (+8,09%)
  • Microsseguros: R$780 mi (+18,17%)
  • Seguro automotivo: R$24,01 bi (+5,89%)
  • Seguro viagem: R$390 mi (+11,66%)
  • Prêmios globais projetados: US$7,6 tri (+3,2%)

Globalmente, o setor projeta prêmios em torno de US$7,6 trilhões em 2025, impulsionado pela digitalização e automação de processos e pelo fortalecimento das provisões técnicas.

Digitalização e Inteligência Artificial

A adoção de ferramentas digitais transformou cada etapa da jornada do cliente. Sistemas integrados de CRM, plataformas de multicálculo e automação de propostas reduzem custos e ampliam a velocidade de resposta. A inteligência artificial, por sua vez, atua em diversos pontos-chave:

  • Regulação de sinistros com validação automática;
  • Detecção de fraudes em tempo real;
  • Sugestão de coberturas conforme perfil e necessidades;
  • Atendimento por chatbots com IA generativa;
  • Análises preditivas para lançamento de produtos.

Com base em big data e machine learning, as seguradoras conseguem oferecer seguros sob demanda, ativados por geolocalização ou por ciclos de uso. Exemplos práticos incluem coberturas por quilômetro rodado em mobilidade urbana e planos de saúde com bonificações atreladas a hábitos saudáveis monitorados por aplicativos.

Experiência do Cliente e Hiperpersonalização

O novo consumidor é digital, ágil e exigente. Ele valoriza a autonomia e a rapidez, mas ainda aprecia o contato humano em momentos críticos. Para encantá-lo, as empresas passaram a cruzar dados de comportamento, histórico de sinistros e micromomentos da vida para ofertar:

• Coberturas ajustadas a eventos pontuais, como viagens ou mudanças de residência.

• Programas de fidelização que recompensam hábitos saudáveis, com descontos em renovações.

• Mensagens e notificações no momento exato, garantindo relevância e evitando spam.

Essa oferta hiperpersonalizada e centrada no cliente aumenta a satisfação, reduz churn e contribui para o fortalecimento de relacionamentos de longo prazo.

Aplicações Práticas e Modelos de Negócio

As parcerias estratégicas ampliam o alcance das seguradoras. O modelo Affinity, por exemplo, integra seguros a plataformas de varejo, bancos e operadoras de telecom, permitindo que o consumidor adquira proteção de forma fluida, sem burocracia.

  • Microsseguros para populações de baixa renda, oferecidos via aplicativos simples;
  • Seguros conversíveis que se adaptam às fases da vida do cliente;
  • Precificação inteligente baseada em dados de uso e perfil.

Esses modelos geram novas fontes de receita e democratizam o acesso à cobertura, ao mesmo tempo em que mantêm margens saudáveis e preveem riscos com maior acurácia.

Desafios e Considerações Éticas

Coletar e utilizar grandes volumes de dados impõe responsabilidades. A privacidade e a transparência nas decisões algorítmicas são demandas de reguladores e consumidores. É fundamental:

• Garantir consentimento claro para uso de informações pessoais;

• Apresentar relatórios de atuação de modelos de IA;

• Manter canais humanos de atendimento para casos complexos;

• Equilibrar automação com empatia, preservando o papel do corretor.

Sem esse cuidado, há risco de perda de confiança e penalizações regulatórias.

Perspectivas Futuras

Até 2025, a expectativa é que o Open Insurance evolua, permitindo maior integração entre fintechs, insurtechs e plataformas globais. O uso de wearables e dispositivos IoT deve impulsionar seguros baseados em comportamento em tempo real, enquanto a IA generativa aprimora a personalização de mensagens e produtos.

Investimentos em cibersegurança serão cruciais para proteger o patrimônio e a privacidade dos clientes. Ao mesmo tempo, a educação digital do consumidor se tornará uma frente estratégica, reforçando a compreensão dos benefícios e limites de cada cobertura.

No horizonte, a combinação de tecnologia de ponta e sensibilidade humana definirá as empresas líderes, capazes de oferecer seguros não apenas como produto, mas como experiência contínua e de confiança.

Marcos Vinicius

Sobre o Autor: Marcos Vinicius

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