Vivemos um momento único em que a transformação digital redefine o sistema financeiro no Brasil e no mundo. A convergência entre dados, inteligência artificial e novas infraestruturas tecnológicas está remodelando tudo: da personalização de serviços ao acesso ao crédito.
O mercado financeiro brasileiro passa por uma aceleração inédita de inovação tecnológica, sustentada por serviços de cloud, open finance e pela moeda digital Drex em fase de piloto. Essa base digital funciona como uma infraestrutura fundamental para instituições e empresas de todos os setores.
Com a digitalização, bancos e fintechs podem integrar sistemas via APIs, oferecer atendimento digital 24/7 e automatizar processos manuais. O resultado é uma eficiência operacional sem precedentes, capaz de democratizar o crédito e expandir o acesso a serviços sofisticados.
Dados não são apenas números: são insumos preciosos para gestão preditiva de risco com IA e ofertas sob medida. Hoje, 79% das instituições usam dados de open finance para criar produtos personalizados.
Além disso, 64% delas utilizam análise avançada e IA generativa para antecipar demandas e calibrar condições de crédito. Segundo o Relatório Deloitte, “Empresas mais maduras em GenAI obtêm mais benefícios e escalabilidade”.
Espera-se que a adoção intensiva de IA gere aumento de produtividade de 25% a 35% entre 2024 e 2025 em setores como desenvolvimento de software, marketing e financeiro.
O open finance permite o compartilhamento consentido de informações entre instituições, criando um ambiente competitivo e inclusivo. Com governança rigorosa e foco em privacidade, os usuários autorizam o uso de seus dados para obter melhores condições e serviços sob medida.
Essa abordagem transforma a relação cliente-instituição, estimulando novas parcerias entre fintechs, bancos tradicionais e big techs. O resultado é uma democratização do crédito e serviços mais acessíveis.
Em 2024, o setor financeiro investiu R$ 47 bilhões em TI e inovação, um crescimento de 5% em relação ao ano anterior. Para 2025, a expectativa supera os R$ 50 bilhões, refletindo a confiança contínua em tecnologia como vetor de crescimento.
O mercado global de tecnologia financeira foi avaliado em US$ 340 bilhões em 2024 e projeta alcançar US$ 1,1 trilhão até 2032, com CAGR de 16,2%.
Além disso, 62% das empresas maduras em IA generativa estão aumentando sua aposta em soluções de cloud para garantir escalabilidade e segurança.
A tokenização de ativos financeiros, recebíveis e imóveis em blockchain visa liquidez ampliada e custos reduzidos. Em 2025, espera-se um avanço expressivo dessa prática no mercado brasileiro.
Paralelamente, a moeda digital Drex, do Banco Central, entra na fase final de testes. Drex promete liquidação atômica de operações, rastreabilidade e automação via smart contracts, reduzindo riscos e custos para bancos e clientes.
Como bem coloca Gustavo Araujo, CIO da Distrito: “De tempos em tempos, a tecnologia dá um salto. Isso faz com que a regra do jogo mude”.
O uso intensivo de dados traz à tona a necessidade de soluções robustas de segurança cibernética. Governança e compliance tornam-se pilares para garantir a confiança dos usuários e o cumprimento das regulamentações.
Reguladores brasileiros têm modernizado normas para open banking, open finance e CBDC, reforçando a proteção e qualidade das operações.
O futuro do sistema financeiro estará cada vez mais atrelado ao poder de análise e gestão de dados. Instituições que consolidarem uma cultura data-driven conquistarão vantagem competitiva e criarão produtos inovadores.
Do open finance à Drex, passando pela IA e tokenização, a jornada se alimenta de números e insights que viabilizam serviços mais justos, eficientes e personalizados. Os dados não são apenas um recurso: são a matéria-prima da transformação financeira, capaz de impulsionar uma nova economia digital no Brasil.
Referências