À medida que a tecnologia avança, a biometria emerge como protagonista nos sistemas de pagamento, unindo segurança e praticidade. Neste artigo, exploramos o contexto global e brasileiro, estatísticas atualizadas, aplicações reais, desafios e tendências futuras desse mercado em rápida expansão.
Biometria é o processo de identificação de indivíduos com base em características físicas ou comportamentais exclusivas. No universo dos pagamentos, esse recurso substitui senhas e tokens por medidas naturais do usuário, tornando a experiência mais ágil e segura.
O setor biométrico de pagamentos tem apresentado crescimento exponencial. Até agosto de 2025, o mercado global movimentou cerca de US$ 60 bilhões, com projeção de ultrapassar US$ 120 bilhões em 2029.
No Brasil, 73% dos consumidores afirmam sentir-se mais seguros usando biometria em vez de senhas, refletindo a adoção acelerada dessa tecnologia no país.
Em comparação a senhas e tokens, a biometria oferece redução de fraudes em até 70% e elimina o risco de esquecimento. Além disso, transações autenticadas por digitais ou reconhecimento facial são concluídas em segundos, aumentando a satisfação do usuário.
Segundo pesquisas, 53% dos consumidores consideram a biometria o método mais seguro para pagamentos, superando até mesmo a autenticação de dois fatores.
No Brasil, o Pix biométrico possibilita vincular diretamente os dados biométricos à conta bancária, acelerando transações e reduzindo fraudes. Em lojas físicas, terminais com leitores de palma da mão permitiram experimentar experiência de usuário mais fluida.
No e-commerce, o uso de reconhecimento facial recuperou R$ 291 milhões em vendas no Dia das Mães de 2025, com aumento de 582% nas transações aprovadas em relação ao ano anterior.
Apesar dos benefícios, a adoção massiva da biometria enfrenta barreiras:
O futuro reserva pagamentos invisíveis e automatizados, onde não há dispositivo físico: o próprio ambiente faz a leitura biométrica e autoriza o pagamento.
Até 2030, espera-se que o uso de biometria supere o volume de transações via smartphone, consolidando-se como padrão global.
A biometria nos pagamentos representa uma revolução, combinando crescimento acelerado do uso com uma significativa redução de fraudes. Para maximizar seu potencial, é essencial avançar em regulamentações, promover a inclusão digital e aprimorar a interoperabilidade entre sistemas.
Instituições financeiras, varejistas e governos devem colaborar para criar um ecossistema seguro, prático e acessível, garantindo que cada transação seja protegida por tecnologias que respeitam a privacidade do usuário e elevam a experiência de pagamento a um novo patamar.
Referências