Em um mundo cada vez mais conectado, a forma como gerimos nosso dinheiro está evoluindo rapidamente. A Internet das Coisas (IoT) deixa de ser apenas um termo técnico para se tornar um catalisador de transformações no universo financeiro.
Desde pagamentos automatizados até análises preditivas, as possibilidades são vastas. Este artigo fornece um panorama completo sobre a definição, os impactos econômicos, as aplicações práticas e as tendências futuras da IoT nas suas finanças pessoais e corporativas.
A rede de objetos físicos integrados à tecnologia permite que dispositivos do dia a dia, como celulares, relógios inteligentes e eletrodomésticos, troquem informações sem intervenção humana direta.
Essa comunicação contínua se dá por meio de sensores, protocolos de conectividade (cada vez mais potencializados pelo 5G) e plataformas de análise de dados em tempo real.
Quando um sensor capta uma informação relevante, como a proximidade de vencimento de uma conta ou o uso excessivo de energia elétrica, ele envia automaticamente dados para uma central que, por sua vez, pode disparar ações financeiras, como lembretes, pagamentos programados ou ajustes orçamentários.
O poder de transformação da IoT é refletido nos números: em 2022, transações baseadas em dispositivos conectados movimentaram US$ 39,4 bilhões, com previsão de alcançar US$ 52,5 bilhões em 2030 apenas em pagamentos.
Segundo projeções, em 2025 o impacto econômico da IoT poderá variar de US$ 3,9 a US$ 11,1 trilhões anuais, correspondendo a até 11% do PIB global. O setor B2B responde por cerca de 70% do valor potencial dessa tecnologia.
Além disso, a IDC estimou que a IoT poderia movimentar até US$ 1 trilhão em 2022, com destaque para setores industrial e varejista, reforçando o peso da tecnologia na dinâmica financeira global.
Para pessoas físicas, isso significa menos filas, lembretes automáticos de vencimento e gestão de despesas mais inteligente. Para empresas, a automação traz ganhos de produtividade e permite redirecionar equipes para tarefas de maior valor agregado.
Essas soluções já estão em operação em diversas instituições, reduzindo o tempo de aprovação de crédito de dias para horas ou até minutos, e oferecendo produtos alinhados ao perfil de cada usuário.
Em 2015, o setor financeiro investiu cerca de US$ 117,4 milhões em projetos de IoT. Três anos depois, em 2018, esse valor saltou para US$ 153,5 milhões, indicando a crescente confiança das empresas na tecnologia.
Até 2020, 65% dos aplicativos de IoT já geravam receita para as organizações, com estimativa de 80% em 2023. A alocação de orçamento também mudou: o foco migrou do monitoramento de produtos para o entendimento do comportamento do cliente, passando de 30% para 34% dos recursos destinados à IoT.
Esses investimentos não apenas modernizam operações, mas criam vantagem competitiva ao permitir respostas ágeis às demandas do mercado e aos padrões de consumo emergentes.
O avanço do 5G e da inteligência artificial potencializa a IoT, oferecendo maior velocidade, baixa latência e capacidade de processar conjuntos massivos de dados em tempo real.
Machine learning permite que sistemas financeiros aprendam padrões de comportamento, detectem anomalias e ofereçam recomendações proativas de economia ou investimentos, elevando a eficiência e a segurança das operações.
Apesar das vantagens, existem riscos que exigem atenção:
Privacidade e segurança de dados se tornam críticas, já que volumes crescentes de informações sensíveis trafegam por redes, demandando infraestrutura robusta e políticas de governança.
Além disso, a ausência de marcos regulatórios claros em muitos países, sobretudo no Brasil, cria incertezas quanto à proteção do consumidor e à adoção de padrões uniformes.
Falhas de conectividade, bugs em softwares ou invasões podem resultar em erros financeiros, perdas diretas ou danos à reputação de instituições e usuários.
O uso de dispositivos IoT no monitoramento de recursos naturais e processos produtivos contribui para a sustentabilidade financeira e ambiental.
Na agricultura, sensores ajustam automaticamente irrigação e uso de fertilizantes, reduzindo desperdícios e custos. Em empresas, o trabalho remoto e a gestão inteligente de tarefas aumentam a produtividade, beneficiando a saúde financeira de colaboradores e organizações.
O horizonte é promissor: quem adotar essas inovações primeiro ganha eficiência, reduz custos e conquista clientes mais satisfeitos.
Em resumo, a Internet das Coisas está redesenhando o cenário financeiro, transformando dados em ações automáticas, personalizadas e seguras. Ao entender seu funcionamento, seus benefícios e desafios, você estará preparado para tirar proveito dessas tecnologias e garantir maior solidez às suas finanças.
Seja você um consumidor buscando otimizar seu orçamento ou uma empresa em busca de vantagem competitiva, a IoT oferece ferramentas poderosas para reinventar a forma de lidar com dinheiro e recursos.
Referências